A guitarra é um instrumento que propicia recursos muito específicos de execução, alguns critérios que surgiram em função de suas limitações e potenciais.
As técnicas desenvolvidas em nosso instrumento surgem no intuito de adaptar digitações para buscar sonoridades novas.
Estamos num momento em que o estudo de técnica deve seguir um caminho mais dinâmico e eficaz.
Como o tempo é um bem cada vez mais escasso, o estudo de técnica deve ser direto e direcionado.
Motivos curtos baseados em idéias de frases e trechos de escalas e arpejos, servem para tornar este processo dinâmico e objetivo.
Uma dica que funciona, muito e é utilizada por instrumentistas de música erudita consiste em isolar os trechos que temos dificuldade e transformá-los em exercícios de técnica, dando ao nosso estudo de técnica mais dinâmica.
Instrumentistas eruditos como Julian Bream usavam este recurso, e o expandiam, ao mudar o trecho isolado em questão de andamento, tom e chegando a tocá-lo ao contrário, (movimento retrógrado).
Já na questão de escalas e arpejos, é importante pensar na sua execução, explorando ao máximo as várias possibilidades de execução como:
Palhetada alternada
Saltos
Ligados
Pizzicato.
Sempre transpondo as informações para todos os tons possíveis.
Outra sugestão para desintoxicar a mecânica é a utilização de motivos atonais simétricos, similares aos usados por Robert Fripp do King Crinson.
São motivos que não estão presos a nenhum tom ou modo específico, todavia servem para dar uma “apimentada” no ouvido, levando em conta que estes desenhos, utilizam dissonâncias típicas da musica erudita contemporânea.
A dica é que estes padrões sejam transpostos pelo braço inteiro do instrumento, sem se preocupar com o centro tonal em questão.